ATO ABUSIVO NA PDF II – UMA POLÍCIA NÃO PODE SUFOCAR A OUTRA

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Recentemente, diversos plantonistas da PDF II – atualmente dirigida pelo Agente de Custódia Leônidas – solicitaram apoio deste sindicato com vistas a coibir atos abusivos e autoritários praticados pela atual direção, que consistiu na movimentação entre as equipes, de todos os adjuntos com seus respectivos auxiliares, e ainda, os chefes de bloco de todas as equipes. Ou seja, policiais que trabalhavam juntos há anos foram movimentados de suas equipes sem qualquer motivo plausível que justifique tamanha movimentação.

O sindicato dirigiu-se à direção da PDF II para obter maiores informações acerca dos fatos acima narrados. O argumento vazio apresentado pela direção da unidade foi que, pasmem, havia a necessidade de dar um “CHOQUE DE GESTÃO”, uma vez que havia muitos plantonistas na “zona de conforto”, razão pela qual operacionalizou-se a movimentação entre as equipes.

Na oportunidade, o SINDPOL fez questão de deixar registrado que essa mesma prática – reprovável por sinal – havia sido empregada recentemente pela gestão da qual o atual diretor era o vice, e que a reincidência de sua utilização contra os policiais era um claro sinal de que não conseguiram obter nenhum êxito com as famigeradas e inconsequentes movimentações praticadas anteriormente.

De maneira ardilosa, a administração tenta fazer parecer que deu a opção de escolha aos policiais envolvidos. Porém, ao ouvirmos as equipes, tomamos conhecimento de que haviam ameaças veladas no sentido de transferir, para o expediente, os policiais que oferecessem qualquer tipo de resistência às arbitrariedades perpetradas pela direção.

Esse tipo de expediente chega a ser imoral e é cediço que, como ato administrativo que é, existe a necessidade de sua motivação (frisa-se, não genérica!), como requisito indispensável, para a validação do ato. Situação em que, até o presente momento, não foi apresentada qualquer motivação.

O sindicato espera que, para o caso narrado, não haja a fabricação, a posteriori, de motivação administrativa, a exemplo da conduta adotada pelo antecessor da atual direção, que de maneira impiedosa removeu 61 (sessenta e um) Policiais Penais em apenas um ano de gestão.

O SINDPOL deixa aqui registrado a nossa solidariedade aos colegas policiais, bem como o nosso repúdio a essa lamentável situação exposta. Infelizmente tem se tornado cada vez mais constante atos como esses da administração que, deliberadamente, agride a categoria moralmente e ou psicologicamente, tornando o ambiente de trabalho – que diga-se de passagem já não é fácil – hostil e adoecido.

Visando corrigir tais práticas abusivas, o SINDPOL buscou a SEAPE, porém, sem sucesso. Percebendo a ratificação da SEAPE às práticas perpetradas por seus Diretores contra a categoria, oficiamos o governador do Distrito Federal, Sr. Ibaneis Rocha, solicitando o agendamento de audiência para discussão acerca das constantes e injustas remoções sofridas pelos Policiais Penais do Distrito Federal, que, em sua grande maioria, se operam de forma coercitiva e persecutória.

Em tempo, informamos a toda categoria que estamos a alguns dias de protocolarmos a regulamentação da nossa carreira, oportunidade em que entregaremos uma cópia fiel do texto da regulamentação ao governador Ibaneis Rocha e cobraremos o fiel cumprimento do compromisso outrora assumido com a Polícia Penal. Qual seja: a autonomia administrativa, financeira e orçamentária, uma vez que uma polícia não pode sufocar a outra.

Assédio moral no serviço público: não pratique, não sofra. Denuncie.

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