Bonde: esta prática odienta precisa ser extirpada do nosso meio

1

Nada mais detestável na gestão pública do que o desrespeito a este princípio que deve sempre norteá-la: o princípio da impessoalidade. No caso das relações de trabalho que envolvem os policiais penais, é exatamente o que vem acontecendo, o que não podemos tolerar.

Não podemos mais aceitar em nosso meio a “falácia” que vem servindo de argumento para a prática de remanejamentos supostamente motivados pelo “interesse público”, quando, na verdade, trata-se de pressões e atitudes punitivas inaceitáveis e que precisam ter um fim.

Certamente não sai ileso desse tipo de conduta administrativa o patrimônio moral dos servidores, pois, na prática do “bonde”, mistura-se autoridade com prepotência, ignorância com arrogância, espalhando retaliações e ameaças, desarmonizando e precarizando as relações de trabalho por meio de transferências arbitrárias e imotivadas.

Diante disso, vê-se claramente a necessidade urgente de formação dos gestores com poder de mando para capacitá-los a exercer suas funções de acordo com a lei.

Ora, todos sabemos que um ato administrativo que afete os interesses e direitos dos servidores deve sempre ser motivado. E o motivo deve ser verdadeiro. É isso que diz a lei. É da ignorância disso que nascem práticas odientas e retrógradas como o “bonde”.

Precisamos por um fim a essa cultura de ataques ao patrimônio imaterial dos policiais penais, neste caso, lutando, inclusive na justiça, pelo fim dessa prática recorrentemente usada à revelia da legislação, e pela reparação dos danos morais causados, de preferência a ser suportado por quem lhe deu causa.

Enquanto houver um único policial penal sendo injustiçado, a nossa luta não vai parar.

 

Paulo Rogério
Presidente do Sindpen

1 comentário
  1. Policial Penal do Distrito Federal Diz

    🤝

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Faça seu comentário, deixe sua impressão. Essa inteiração é muito importante para nós!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta instituição.

EnglishPortugueseSpanish
Skip to content