CONVOCAÇÃO: Carreata nesta quarta-feira (17/3) em defesa da Segurança Pública

0

O Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal (Sindpol-DF) convoca todos os policiais penais a participarem da carreata de manifestação em defesa da Segurança Pública. O ato promovido pela União dos Policiais do Brasil (UPB) será nesta quarta-feira, dia 17 de março de 2021. A concentração será às 14 horas, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha. O sindicato encaminhou ofício à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) solicitando a liberação dos policiais penais que estarão de expediente, mas até a mais recente atualização desta matéria, não obtivemos retorno.

A manifestação tem como objetivo a resistência e a luta contra as pautas responsáveis pelo desmonte das carreiras da Segurança Pública em trâmite no Congresso Nacional. As pautas que mais afetam as polícias são: PEC Emergencial 186/19 e a Reforma Administrativa, por meio da PEC 32/20

A PEC Emergencial foi promulgada pelo Congresso Nacional na segunda-feira (15/3), e permite medidas de ajuste fiscal e contenção de gastos que podem afetar o funcionalismo público. A Proposta de Emenda Constitucional aprovada pode gerar o congelamento de salários nos próximos 15 anos, ou seja, até 2036.

“O congelamento de salários pode ocorrer mediante vários dispositivos aos quais intitulamos de “gatilhos” existentes no texto da PEC emergencial 186/19, como por exemplo o estado de calamidade pública, ou quando as despesas obrigatórias chegarem a 95%. Além disso, possibilita a vedação do reajuste da correção da perda inflacionária, implicando ainda, no preenchimento de vagas por concurso público. Todos esses dispositivos irão prejudicar muito as carreiras da Segurança Pública”, afirma Paulo Rogério, presidente do Sindpol.

Já na Reforma Administrativa está prevista alterações na organização da administração pública, fazendo com que servidores percam a suas estabilidades. “A estabilidade conhecida atualmente restará prejudicada, pois ficará restrita a carreiras típicas de Estado, que mesmo estas, ainda poderão ser afetadas. Afinal, quais serão essas carreiras? Não temos essa resposta. A proposta também possibilita a criação de cargos comissionados que podem ser preenchidos por pessoas que não pertencem às carreiras, sem que para tanto se exija qualquer experiência. É literalmente o desmonte do Estado” analisa. 

“Por isso, mais que nunca, é preciso que todas as carreiras policiais se unam contra essas arbitrariedades e evidente desrespeito a nós, que somos a última barreira entre a civilidade e o caos. Precisamos mostrar nossa força e a indignação com essas propostas que estão em trâmite no Congresso Nacional. Só assim poderemos abrir um canal de negociação, minimizar os danos sofridos e tentar recuperar os prejuízos que já sofremos, como a reforma da previdência”, destaca Paulo Rogério. 

 

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Faça seu comentário, deixe sua impressão. Essa inteiração é muito importante para nós!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta instituição.

EnglishPortugueseSpanish
Skip to content