Em 45 dias da Operação Covid-19, policiais penais apreendem armas, drogas e celulares no CPP

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Com a suspensão das saídas dos internos do regime semiaberto do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), intensificaram-se as tentativas de introdução de drogas, armas, telefones celulares e diversos outros materiais ilícitos na unidade. Para conter as recorrentes investidas, os policiais penais montaram uma verdadeira força tarefa, intitulada Operação Covid-19, que resultou na prisão de 26 pessoas.

Por estar localizado no Setor de Industria e Abastecimento (SIA), uma região urbana, e não ter características de unidade prisional se comparado às unidades provisórias e as penitenciárias, o CPP apresenta maior vulnerabilidade e exposição, “que contribuem para que criminosos tentem burlar a segurança”, como explicam policiais penais que operam na unidade.

 

“A categoria tem feito um trabalho de excelência e tem mostrado pleno compromisso com a segurança pública e com a sociedade do Distrito Federal”

 

Outra questão que também dificultava o trabalho era a falta de efetivo. Segundo os policiais, com a implementação do trabalho voluntário gratificado – regulamentado em outubro do ano passado graças a uma ação efetiva do Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal (Sindpen) -, passou a ser possível desenvolver ações de prevenção e combate à criminalidade de forma mais efetiva através da realização de rondas internas e externas. Foi então que passou a ser identificada uma maior constância de criminosos próximos a unidade.

O Centro de Progressão Penitenciária conta atualmente com 1.292 presos e é o estabelecimento prisional destinado ao cumprimento de pena no regime semiaberto. Nessa modalidade, o detento adquire o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, retornando à unidade penitenciária à noite. Com a pandemia do novo coronavírus, o Sindpen requereu que as saídas fossem suspensas, considerando a orientação da necessidade de isolamento social para diminuição do contágio.

Operação COVID-19

Com a contenção dos detentos no CPP, as tentativas de ações ilícitas se intensificaram dentro e fora da unidade. De 15 de março a 30 de abril, foram apreendidos 5,13 kg de maconha, 186 g de crack, 357 g de cocaína e 208 comprimidos de Rohypnol, além de 246 aparelhos celulares, 133 carregadores, 26 facas, 86 chips telefônicos e quatro estilingues. Todo esse material foi içado da rua para dentro da unidade penitenciária.

No período, foram presas 26 pessoas flagradas na área externa da unidade tentando facilitar a entrada da mercadoria. Após detê-las, os policiais penais as encaminharam à delegacia, onde foram autuadas em flagrante ou lavrado o termo circunstanciado.  No caso do detento, quando identificado com qualquer objeto ilícito, sofre uma reavaliação de sua regressão de pena e pode ser autuado em flagrante.

Reconhecimento

O Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal reconhece e parabeniza a efetiva ação dos policiais penais do CPP. Para o presidente da entidade, Paulo Rogério, são demonstrações de competência e bravura como essas que contribuem para que a carreira se fortaleça a cada dia.

“Os policiais penais já provaram que não dão trégua ao crime organizado. Nem mesmo agora, quando somos a categoria profissional mais infectada pelo coronavírus no Distrito Federal. Esses bravos, homens e mulheres, nunca se amedrontaram frente aos embates e não o farão nesse grave momento de pandemia. Estamos na linha de frente, sempre, diuturnamente, seguindo firmes em meio a tanta dificuldade”, disse.

Paulo informou que o sindicato já oficiou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e requereu a construção de um muro de contenção de tela moeda na altura das brisas, a fim de impedir a entrada desse material. Ele também ressaltou o comprometimento dos policiais penais com o bem social. “A categoria tem feito um trabalho de excelência e tem mostrado pleno compromisso com a segurança pública e com a sociedade do Distrito Federal”, finalizou o dirigente.

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