GT da Regulamentação foi conhecer de perto o modelo de carreira única da PRF

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Na tarde desta quarta-feira (29), membros do Grupo de Trabalho responsável pela regulamentação da Polícia Penal do DF estiveram na sede do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF). A finalidade da reunião foi conhecer a estrutura daquela carreira e elencar o que pode ser aproveitado no âmbito da Execução Penal.

O GT foi recebido pelo diretor executivo da PRF, José Hott Lopes Junior, e a diretora de Gestão de Pessoas, Sílvia Regina Borges, que apresentaram o modelo de carreira única implementado para os policiais rodoviários federais. O formato implica no escalonamento dos cargos em níveis crescentes de responsabilidade e complexidade, na qual o servidor por meio de promoção, sobe verticalmente de um nível para outro, podendo chegar a até o último nível da carreira.

Presente no encontro, o presidente do Sindpen, Paulo Rogério, avaliou como positivo a PRF só ter um cargo, com escalonamento feito nas classes, sendo a única forma de tratamento de níveis naquele órgão. Com isso, a carreira supera a necessidade de se ter cargos para promoção, e assim forma heterogenia em sua estrutura.

“Acredito que esse formato gera eficiência e é fator de motivação, dedicação e valorização do quadro funcional. O policial tem a oportunidade de ascender aos cargos de chefia através da meritocracia”, disse Paulo.

O sindicalista também alertou ao risco de haver divisões numa mesma carreira.  “Quando há diversas castas, incorremos no risco de lidar com a humilhação e o preconceito no ambiente de trabalho, gerando um ambiente torturante e propício para o adoecimento mental, uma das principais causas de afastamento dos policiais penais”.

O presidente-adjunto do Sindpen, Aldon Moreira, participou da reunião e lembrou que dividir policiais dentro de suas instituições é uma prática exclusivamente brasileira e que gera frustração e falta de produtividade.

“Trata-se de realização pessoal, um agente de segurança pública poder manter-se no cargo que escolheu, tendo reconhecimento de seu trabalho por merecimento e, ainda, a oportunidade de crescimento em sua área”, avaliou.

Moreira completou dizendo que a carreira única produz policiais motivados, promovidos pela competência e que recebem melhores salários a partir dos seus próprios esforços. “A carreira única é a adoção das boas práticas dos modelos internacionais que já se comprovaram o máximo de eficiência. Somos todos iguais e seria excelente que qualquer policial penal pudesse, por reconhecimento do seu trabalho ao longo de anos, assumir cargos de direção.”

Ao final, o diretor executivo da PRF avaliou que foi uma excelente conversa. “A segurança pública terá capacidade de transformar a realidade brasileira se tiver instituições e carreiras fortes, orientadas por estratégias, comprometidas com a sociedade e que valorizam a qualificação profissional”, afirmou.

Hott também disse ter a expectativa de que “a Polícia Penal poderá estruturar uma carreira moderna, única e meritocrática”.

Para Silvia Regina, uma parceria entre a PRF e a PPDF seria muito oportuna. “Estamos à disposição para contribuir na reflexão de importantes debates que construam a prosperidade do país, por isso temos interesse nessa troca de experiências”, disse ao convidar a categoria para conhecer a academia de formação da Polícia Rodoviária e oferecer a oportunidade da realização de cursos no espaço que eles tratam de “Universidade”.

“Importantes reflexões foram tiradas nessa tarde”, avaliou o policial penal Elton Fontenele. “Conhecer outras realidades faz com que tracemos linhas precisas na construção da nossa carreira. Foi uma excelente experiência participarmos desse debate”, disse.

Ao final, o presidente do GT, André Almeida, agradeceu a oportunidade e a parceria oferecida pela PRF. “Acreditamos que a nossa carreira só tem a se fortalecer com contribuições como essa, que recebemos da Polícia Rodoviária Federal nesta tarde. Estamos caminhando para uma regulamentação que atenda aos anseios da categoria e contribua para um modelo de segurança pública de excelência”, concluiu.

Também participaram do encontro os policiais penais Gustavo Alexim, Leonardo Alves, Ana Cláudia Ramalho e Alex Fernandes.

1 comentário
  1. Policial Penal do Distrito Federal Diz

    . . . . Parabéns!!!!!. . . . . . Confio no Síndicato…..!!……..espero que tenhamos uma reestruturação digna…..!!!!!!

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