MPT investiga morte de Policial Penal do Distrito Federal

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga as circunstâncias que permearam a morte do policial penal Erasmo de Miranda Santos, de 45 anos, em abril deste ano.
A apuração teve início após representação do Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal (SINDPOL-DF).
A denúncia acerca da morte do policial foi vinculada em edições da TV Record desta sexta-feira (30/4): Balanço Geral às 12h e Cidade Alerta às 18h. Apesar de ter alertado por diversas vezes, Erasmo foi transferido contra sua vontade, do Centro de Detenção Provisória I (CDP I), para o Centro de Detenção Provisória II (CDP II), conhecido como “Covidão” por receber internos no sistema penitenciário contaminados pelo corona vírus.
Para o sindicato, em diversos casos, a função pública vem sendo utilizada com o fito de perseguir de maneira proposital e deliberada os policiais penais, uma vez que não há critérios objetivos para as remoções e remanejamentos sofridos pela categoria diuturnamente, no Sistema Penitenciário do Distrito Federal.
“Infelizmente estamos entre as poucas carreiras do DF que ainda não regulamentou às remoções e remanejamentos de servidores. Isso abre espaço para a prática de assédio e perseguições, que são constantes em nosso meio.
É inadmissível assistirmos em pleno século XXI, na capital da República Federativa do nosso País, direções e chefias serem utilizadas como instrumentos de tortura contra uma carreira que já é considerada pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, como a segunda profissão mais perigosa e estressante do mundo.
São comportamentos medievais que lamentavelmente, têm feito parte de uma rotina persecutória contra nossa carreira. Temos muitos policiais doentes devido a essa perseguição gratuita. Isso tem que ser abolido do nosso meio.
A perseguição está terminando em tragédia. Isso tem que ter um fim. Erasmo pertencia ao grupo de risco. Ele era hipertenso. O Sindicato alertou a administração. Todos sabiam disso. A morte dele não ficará em vão. Se durante a investigação do Ministério Público do Trabalho ficar comprovado que houve responsabilidade na morte do Erasmo por covid-19, que essas pessoas respondam com o respectivo rigor da lei. A lei está aí para todos, e que cada um responda por seus atos”, afirmou o presidente do SINDPOL-DF, Paulo Rogério.

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