SINDPOL-DF manifesta apoio aos Policiais do Centro de Internamento e Reeducação – CIR

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O Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal — SINDPOL-DF presta o seu mais profundo apoio a todos os policiais penais lotados no Centro de Internamento e Reeducação — CIR. Nesta quarta-feira (6/10), os policiais encaminharam uma carta conjunta ao doutor Geraldo Nugoli, secretário de Estado de Administração Penitenciária — SEAPE, e ao deputado distrital Reginaldo Sardinha.

No texto, os policiais penais citam a possibilidade sobre a troca da atual Direção do Centro de Internamento e Reeducação pela antiga Direção que administrou o CIR por quatro anos. A possível mudança foi recebida de forma apreensiva, tendo em vista que “muitos servidores já falam em sair da unidade por não haver o mínimo de trato no ambiente profissional (com a volta da antiga gestão).”

Ainda, segundo os policiais penais, existe irreparável desgaste entre os servidores lotados atualmente no CIR e a antiga direção, pelas “transferências arbitrárias de servidores, ausência de trato interpessoal, demanda absurda de serviço incompatível com a quantidade de policiais, dentre outras. Tudo isso gerou um excessivo esgotamento físico e mental dos servidores, gerando grande estresse e desmotivação dentre os mesmos.”

Leia na íntegra a carta aberta dos servidores no CIR:

 

“Excelentíssimos Senhores,

Os policiais penais lotados no CIR utilizam-se deste para demonstrar insatisfação diante das notícas que foram veiculadas recentemente, de modo informal, a respeito da possível mudança da Direção deste estabelecimento prisional.

É sabido que há sempre algumas mudanças no âmbito da Administração Pública, seja pela substituição da Direção ou outros cargos. Contudo, o nome levantado para substituir a atual gestão do CIR trouxe uma grande decepção à maioria dos servidores lotados nesta Unidade, tanto do plantão quanto do expediente. 

Como se sabe, a maioria dos servidores estão muito apreensivos com os fortes rumores, não pela mudança em si, mas sim pelo nome que está sendo ventilado. Muitos servidores já falam em sair da unidade por não haver o mínimo de trato no ambiente profissional.

Isso ocorre porque há um evidente desgaste entre essa possível equipe de trabalho e os servidores lotados no CIR. 

É de conhecimento público que já tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho realizado pelo S.r João Victor e sua equipe em um período de aproximadamente 4 anos no antigo CIR. Tal período nos dá motivos mais que suficientes para ficarmos relutantes com o retorno do mesmo.

Nesse longo período presenciamos situações bastante preocupantes, a saber: transferências arbitrárias de servidores, ausência de trato interpessoal, demanda absurda de serviço incompatível com a quantidade de policiais, dentre outras. Tudo isso gerou um excessivo esgotamento físico e mental dos servidores, gerando grande estresse e desmotivação dentre os mesmos, razão pela qual a substituição da Direção pela equipe mencionada traz demasiada preocupação.

A mudança da antiga Direção para a atual foi vista com muito bons olhos pelos servidores do CIR. Mesmo não conhecendo a atual direção tivemos abertura para conversar, ouvir e sermos ouvidos, o que era impossível há época do Sr. João Vitor. Existe hoje um cuidado com o servidor e ainda, vale ressaltar, existem servidores, em sua maioria, que trabalham motivados diante do ambiente atualmente estabelecido.

Frise-se que demos continuidade com serviço de excelência que prestamos, ainda que com baixo efetivo funcional e grande demanda de serviço, que é de 227 servidores para mais de 4.000 mil presos, ficando a proporção de mais de 17 mil presos para cada policial, contrariando o Código Penitenciário do Distrito Federal, que traz no seu artigo 96 que deve ser observada a proporção de 5 presos para cada agente. 

Ainda assim, cumprimos com as nossas funções de garantir a ordem, a disciplina e os direitos dos internos. E com isso não podemos esquecer o fator essencial: o policial penal. Para podermos cumprir com todas as obrigações devemos estar em condições física e psicológica de prestarmos o serviço, uma vez que o ambiente carcerário por si só é extremamente estressante, e não seria interessante termos um ambiente de trabalho tão desgastante quanto antigamente, uma vez que o trato com os servidores reflete diretamente no trato com o preso e seus familiares.

Desse modo, circula a necessidade de mudança da Direção atual do CIR, por motivos que não conhecemos e nem nos dizem respeito, mas almejamos que a possível mudança seja feita de forma a preservar o ambiente amistoso que temos atualmente neste CIR. É importante que as trocas necessárias sejam realizadas pontualmente de forma a preservar os servidores que laboram no CIR e são conhecedores de toda a rotina carcerária e peculiaridades!”

 

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